Os escritos de São João Crisóstomo | Francisco Faus

Toda a obra escrita é, de alguma maneira, uma transparência do seu autor. Não há textos impessoais e neutros, especialmente quando neles se tocam temas relacionados com as mais profundas convicções do escritor: as convicções que lhe cunharam o sentido da vida, aquelas por que sacrificou ambições e projetos, aquelas pelas quais não hesitou em arriscar ou até em dar a vida.

Este é o caso dos escritos dos grandes santos. Mesmo quando eles fazem o possível por ocultar-se, as suas obras os mostram.

É difícil imaginar, por exemplo, uma obra mais “impessoal” e objetiva que a de São Tomás de Aquino. Nela, as ideias se encadeiam pela força da sua própria lógica, sem que se note em momento algum o palpitar do homem que as pensou. E, no entanto, é nessa ausência que Tomás se faz presente: o grande contemplador de Deus vive só para a Verdade que ama, e por trás dela se apaga.

De uma outra forma, também nos sermões e tratados de Santo Agostinho reverbera, a toda a hora, o fulgor da sua alma ardente e a experimentada certeza de que só o dom da graça pode arrancar o homem do abismo e elevá-lo até as alturas de Deus. Não é só nas Confissões, mas também nos tratados mais altamente especulativos de Agostinho, que a carne e o sangue em luta e a alma agradecida extravasam pelas frestas do raciocínio.

Esta “transparência” do homem na sua obra é especialmente patente – e tocante – no caso de São João Crisóstomo. Quem lê e medita as suas homilias e os seus outros escritos vê, a cada passo, formar-se-lhe diante dos olhos a imagem de um dos santos mais profundamente cordiais, mais calidamente próximos do coração dos homens que o amor de Cristo e a sua graça já suscitaram nesta terra.

O leitor atento de São João Crisóstomo sente-se, quase sem reparar, cativado por esta alma incomparável, ao mesmo tempo delicada e forte, compreensiva e santamente exigente, terna mas inabalável, consumida por um zelo e uma caridade – um afeto cordial – sem limites por aqueles que Cristo confiou aos seus cuidados de pastor. É a sua alma que se manifesta, quando diz: “Não há sinal e marca que mais distinga o cristão e aquele que ama a Cristo do que a sua solicitude pelos seus irmãos e o zelo pela salvação das almas” [1].

À diferença de outros Santos Padres, que também nos legaram uma ampla obra escrita, São João Crisóstomo não é um intelectual inclinado a mergulhar no mundo das ideias, da pura especulação filosófica ou teológica. Não há uma só das suas obras que possa ser considerada de pesquisa ou debate teológico propriamente dito. Neste sentido, o nosso Santo – em confronto com os outros Santos Padres da Antiguidade – é uma exceção.

Porventura insinua-se com isto que os seus escritos são pobres em doutrina? Não. E aqui há um paradoxo que não é paradoxo. Nas obras de São João Crisóstomo contém-se efetivamente uma rica, vasta e profunda exposição das verdades da fé e da moral de Cristo; nelas se refletem as grandes controvérsias dogmáticas da época, nas quais, porém, evita cuidadosamente envolver-se; nelas ganham clareza meridiana algumas das questões teológicas mais intrincadas; nelas refulge, enfim – sempre viva e nova –, toda a fé tradicional da Igreja. Mas João não é um “intelectual” de gabinete, é um pastor que ama o seu rebanho. As verdades da fé, para ele, não são assunto de livros nem de especialistas, são sangue e alimento para as almas. Ele não especula, prega. Não discute, proclama. Não divaga, aplica à vida real.

São João Crisóstomo é – como mostram os seus escritos com a transparência de um cristal – um pai, um médico e um mestre de almas; isto é, um sacerdote, um ministro de Deus constituído em favor dos homens (cf. Hebr 5, 1).

A palavra – que domina como poucos – é vista por ele como um autêntico instrumento médico para debelar a doença e fomentar a saúde das almas: “Este é o instrumento, este o alimento, esta a melhor mudança de ares. A palavra tem a mesma função da medicina: ela é o nosso fogo, é o nosso ferro. Deve-se lançar mão da palavra quer seja necessário queimar, quer seja preciso cortar […]. Com a palavra levantamos a alma caída, aliviamos o inchaço da inflamada, cortamos o supérfluo, suprimos o defeituoso e, enfim, realizamos qualquer outra operação conveniente para a saúde da alma”[2].

E, dado que o pregador transmite vida, o ouvinte deve procurar conservá-la e aumentá-la: “Se todos os dias despejamos a água num vaso furado, se não pomos, em guardar a palavra de Deus, o mesmo cuidado que empregamos para conservar o ouro e a prata, não obteremos vantagem alguma dos nossos encontros”[3].

A maior parte dos seus numerosos escritos – dos que chegaram até nós – são homilias dirigidas ao povo, que ele nunca escreveu; corrigiu apenas as notas tomadas por outros enquanto falava. Na sua quase totalidade, foram pregadas em Antioquia, entre os anos 388 e 397. Um reduzido número delas foram pronunciadas, já como bispo, em Constantinopla. Quase todas são exposições, comentários da Sagrada Escritura, quer sobre livros do Antigo Testamento (o Gênesis, os Salmos, o profeta Isaías, etc.), quer sobre o Novo (os Evangelhos de São Mateus e de São João, os Atos dos Apóstolos, diversas Cartas de São Paulo, etc.).

Mas são homilias, ou seja, pregações dirigidas a um público concreto, com umas circunstâncias e problemas bem determinados, que o pregador conhece bem. Mantendo – como bom discípulo da escola de Antioquia – uma grande fidelidade ao sentido literal da Bíblia, João possuía o dom de captar, nos textos sagrados, as luzes que melhor podiam iluminar os problemas vitais dos seus ouvintes, as que mais incisivamente podiam atingir-lhes o coração e a vontade.

Todos percebiam que era um homem de Deus que falava, com paixão serena – nunca foi estridente nem descontrolado – e com um incontestável amor por aqueles a quem se dirigia, movido por um imenso desejo de ajudá-los. Porque a verdade é que São João Crisóstomo – embora seja o maior orador cristão de todos os tempos – jamais deslizou para a exibição retórica, jamais cedeu ao floreio do verbalismo deslumbrante mas oco. Ele era – como já víamos – o pai, era o médico, era o amigo que falava – e falava muitíssimo bem – de coração a coração: para despertar, para consolar, para aconselhar e encorajar, para aplicar o cautério que queima e cura, para provocar reviravoltas capazes de levar à conversão. Por isso, às vezes sofria ao perceber que os seus ouvintes ficavam na superfície da sua pregação, empolgados pela beleza e calor da palavra, mas sem penetrar-lhe a substância.

“De que servem – queixava-se – os meus trabalhos, se os meus ouvintes não querem aproveitar-se das minhas palavras? Muitas vezes ocorreu-me a ideia de baixar uma lei que proibisse os aplausos e mandasse escutar em silêncio. Eu vos peço, concordai comigo e estabeleçamos agora mesmo esta lei: que a ninguém seja lícito aplaudir enquanto eu estiver falando […], que todo o empenho e fervor estejam colocados em receber o que se diz”. Nesse mesmo momento, irrompem de novo os aplausos dos fiéis e João, desolado, desabafa: “Por que aplaudis? Estou dando uma lei sobre isto e nem sequer consentis em escutá-la? Esta lei seria fonte de inúmeros bens e uma escola de virtude”[4].

O enorme sucesso das homilias de São João Crisóstomo explica-se, primeiro, porque era santo: deixava Deus atuar por intermédio dele. Mas explica-se também porque era profundamente humano. É significativo que, não raro, mantivesse os seus ouvintes suspensos de seus lábios por mais de duas horas, e que os seus sermões chegassem a fazer, com êxito, concorrência aos teatros e às corridas de cavalos.

São João Crisóstomo era um santo que – como todos os verdadeiros e grandes imitadores de Cristo – tinha um enorme coração. Compreendia o seu povo, sofria e alegrava-se com ele, amava-o com todas as suas forças. E o povo de então, como o de agora, tinha um sexto sentido, muito fino, para perceber quando era querido por alguém que não hesitaria em dar a vida pelo seu bem. Daí a reação de imensa dor e ardente solidariedade dos fiéis de Constantinopla – e também dos antigos fiéis de Antioquia – quando rebentaram, com sanha, as calúnias contra ele, as perseguições e, finalmente, o exílio e a morte. São bem expressivas, a este respeito, as palavras da homilia pronunciada em Constantinopla antes do exílio:

“Onde estou eu, aí estais vós; onde estais, aí eu também: somos um só corpo, e não se separa o corpo da cabeça nem a cabeça do corpo. Estamos em lugares distantes, mas unidos na caridade, que nem a morte poderá extinguir. Porque, embora morra o meu corpo, viverá a alma que se lembrará do povo. Vós sois meus cidadãos, vós, meus pais, vós, meus irmãos, vós, filhos, vós, membros, vós, corpo; para mim sois a luz ou, melhor, mais deliciosos que esta luz. O raio de sol para mim é vida, mas o vosso amor tece-me a coroa para o futuro”[5].

João era humano pelo seu amor. Mas era humano também pela sua sinceridade. Era intimamente sincero com Deus – fiel, portanto à Verdade –, e por isso era espontaneamente sincero com os seus ouvintes. Mesmo quando fustigava fortemente os vícios – e não tinha papas na língua quando a consciência lhe pedia que o fizesse –, falava com tal franqueza de amigo, punha o dedo na chaga com tão pura autenticidade, que os que o escutavam – com raras exceções –, em vez de se sentirem feridos ou ressentidos, sentiam-se comovidos: choravam, apoiavam, aplaudiam, abaixavam a cabeça num sincero propósito de arrependimento e mudança. Veja-se, por exemplo, a franqueza direta com que procurava afastar as suas ovelhas da contaminação dos espetáculos imorais:

“Vós, sentados no teatro, onde tanta coisa incita à torpeza, vedes a mulher que entra no palco, de cabeça descoberta e maneiras impudicas, com roupas douradas e gestos voluptuosos, a cantar canções obscenas, a dizer as coisas mais sensuais que se possam imaginar, às quais vos inclinais para prestar melhor atenção, e vindes agora dizer-me que nada sentis? Sois porventura de pedra e de ferro? […] Fascinados por aquela mulher, vós vos tornais seus escravos, de sorte que as vossas esposas passam a parecer desagradáveis, os vossos filhos importunos, a vossa casa fastidiosa, as vossas responsabilidades incômodas e tudo o mais pesado e aborrecido”[6].

Estas qualidades da oratória de São João Crisóstomo fazem com que seja talvez o Padre dos cinco primeiros séculos que nos fala ainda hoje – neste final do século XX – com uma linguagem mais “atual”. Muitos Santos Padres são admiráveis. Alguns são mesmo empolgantes: Santo Agostinho comove as entranhas da alma. Mas não há nenhum pregador da Antiguidade que fale uma linguagem mais “nossa”, mais inteligível e próxima de nós, que João Crisóstomo.

Já víamos a explicação disto em que era um homem profundamente conhecedor do coração, e dotado de um senso eminentemente prático. O ser humano – o ouvinte – não era para ele uma “peça anatômica” na mesa de dissecação da filosofia, da psicologia ou da antropologia. Era o homem real e concreto – Isidoro, Luciana, Macário, Teodora –, o homem que sonha e ama, sofre, fraqueja e luta como nós: o homem de então que, como o de quinze séculos depois, sentia aspirações de infinito misturadas com o barro rasteiro dos sete pecados capitais.

O ouvinte de São João Crisóstomo é, em suma, aquele que, com palavras de Guimarães Rosa, chamaríamos o “homem humano”. E este é eterno. A própria história se encarregou de despejar no ralo as pretensões historicistas de uma “natureza humana” essencialmente mutável, conforme a evolução estrutural da sociedade. Em todas as épocas e latitudes, o homem é sempre homem, saído de Deus e caído no pecado, com as mesmas grandezas e as mesmas abjeções: o homem que Jesus Cristo veio salvar com a sua morte na Cruz.

Tão humano é João Crisóstomo que, mesmo quando não prega, mesmo quando escreve no recesso do seu gabinete, continua a falar a alguém. Este é o caso dos diversos “tratados” que redigiu, sem finalidade homilética, como os dedicados ao sacerdócio – uma obra-prima de valor perene –, à vida monástica, às virgens e viúvas, ao sofrimento, à educação dos filhos.

Já os temas mencionados falam por si. Mas falam ainda mais claramente se se lhes conhecem as circunstâncias.

Por exemplo, o Tratado sobre o sacerdócio é um pedido de desculpas. Após ter combinado com um amigo chamado Basílio que ambos só aceitariam ser ordenados sacerdotes se fosse de comum acordo e caminhando os dois juntos para o altar, João – ainda jovem – faz uma hábil finta e deixa Basílio só à hora de receber as ordens sagradas. O “tratado” é uma justificativa da sua atitude, que Basílio julgou – não sem fundamento – como uma jogada pouco limpa. João excusa-se declarando-se indigno da sublime dignidade do sacerdócio; e trata dessa dignidade com tal maravilhada admiração, que o opúsculo passou a ser uma das obras clássicas sobre a grandeza do sacerdócio cristão e do Santo Sacrifício da Missa:

“Contempla o Senhor sacrificado e colocado como Vítima sobre o altar; olha o sacerdote que preside ao sacrifício e ora; olha também para todos os presentes, como que banhados e tingidos por aquele Sangue preciosíssimo, e dize-me se pensas estar ainda entre os homens, sobre a terra, ou não te sentes, antes, transportado subitamente para o Céu e, ali, tendo banido todo o pensamento carnal, não te parece estar contemplando com a alma pura a própria glória celeste”[7].

Outro exemplo. Seu amigo Teodoro (o futuro bispo e teólogo Teodoro de Mopsuéstia) está sentindo abalar-se a sua vocação de monge, por causa de uma mulher chamada Hermione. Já deu os primeiros passos que o desviam do caminho. João dirige-lhe então um “tratado” em que, ao lado do panegírico da vida monástica, deixa algumas das páginas mais belas e cálidas que jamais foram escritas sobre a misericórdia de Deus, o arrependimento e a confiança:

“Ficas convencido, afinal, de que é preciso não desesperar jamais, como se as doenças da alma fossem incuráveis, ou terei que apelar para novos argumentos? Porque, ainda que tu desesperes mil vezes de ti mesmo, eu jamais desesperarei de ti […]. Aquele [Deus] que tanto empenho tem em que o amemos e tudo encaminha para este fim, Aquele que por nosso amor não poupou o seu Filho Unigênito e só deseja que com Ele nos reconciliemos para ficar satisfeito, como não há de receber e amar os que se arrependem? […] Porque os que se convertem pela penitência, depois podem brilhar de modo esplêndido e extraordinário, por vezes ainda mais do que aqueles que jamais caíram”[8].

Com muita razão diz Ernest Hello que São João Crisóstomo “falou muitíssimo, escreveu muito pouco, mas mesmo quando escrevia, continuava a falar”[9].

Pelas homilias e tratados de São João Crisóstomo desfila a existência quotidiana dos homens e mulheres do seu tempo. Não deixa de abordar nenhum dos problemas do dia-a-dia, com muita familiaridade, como num colóquio pessoal, a sós com cada ouvinte. Ora é doce e calmo, ora ardente e combativo; ora o seu verbo estremece de contentamento, ora de tristeza ou de santa indignação.

O mesmo pregador que desce a conselhos práticos deliciosos – e engenhosos – sobre o modo como o marido deve falar à mulher desgostada, sugerindo até palavras do diálogo que com ela deveria manter, é o mesmo que dispara as baterias contra os excessos pagãos das celebrações do Ano Novo e contra a imoralidade das peças teatrais. O mesmo pregador que combaterá infatigavelmente – foi este um dos seus temas prediletos – o materialismo, o afã de enriquecimento a todo o custo e a avareza, deixará exortações comoventes (avalizadas pelo seu exemplo) sobre o amor ao próximo, a solidariedade cristã e o valor da esmola.

E ainda, o mesmo pregador que faz amiúde a apologia do monge, é um dos Santos Padres que, de maneira mais clara, proclamará repetidas vezes que todos os fiéis cristãos, e não só os monges que se retiram do mundo, podem alcançar a santidade das virtudes e viver continuamente em oração: a mulher enquanto trabalha no tear, o homem no meio da azáfama da loja ou quando viaja solitário pelas estradas; o escravo no mercado e na cozinha, etc. Nenhum lugar é impróprio para encontrar a Deus e falar com Ele. Para João, que bebe na límpida fonte do Evangelho, a santidade está ao alcance de todos os cristãos, e é um dever de todos eles. Após ponderar, por exemplo, as grandezas de São Paulo, diz: “Basta já, caríssimos, de nos enganarmos a nós mesmos, dizendo que é impossível chegar a ser o que Paulo foi. No que tange à graça de fazer milagres, decerto não haverá outro Paulo; mas quanto à perfeição da vida, pode sê-lo quem quiser. E se não o somos, isto se deve exclusivamente a que não queremos”[10].

“Onde estão agora _ pergunta em outra ocasião _ os que dizem não ser possível a quem mora na cidade conservar a virtude, mas é necessário retirar-se à solidão e viver nos montes? Como se não fosse possível ser virtuoso quem governa uma casa e tem mulher e cuida dos filhos!”[11]

A mensagem de Cristo, de que João é porta-voz, é um ideal para todos, para todas as situações e para todas as horas. É o que as obras de Crisóstomo não deixam de mostrar, a cada passo, adquirindo com isso valor de atualidade para os cristãos de todas as épocas.

Uma breve antologia de textos de São João Crisóstomo, como a que se apresenta a seguir, tem apenas o valor de uma pequena amostra. Seria impossível dar, em tão pouco espaço, uma ideia cabal do que foi a riquíssima pregação do santo.

Mas esses breves excertos das suas obras deixam, ao menos, entrever alguns fulgores da luz que Deus quis fazer brilhar por meio deste Santo: a luz da perene verdade cristã que, como o próprio Jesus, é viva, atual e válida, ontem, hoje e por todos os séculos (cf. Hebr 13, 8).

 

Fonte: João Crisóstomo, vida e martírio. Felix Arrarás. Quadrante, São Paulo: 1993.

 


 

[1] Homilias sobre o incompreensível, 6, 3.
[2] Tratado sobre o sacerdócio, 4, 3.
[3] Homilias sobre São Mateus, 5, 1.
[4] Homilias sobre os Atos dos Apóstolos, 30.
[5] Homilias antes do exílio, 3.
[6] Sermão contra os espetáculos.
[7] Tratado sobre o sacerdócio, 3, 4.
[8] Exortação 1 a Teodoro caído, 15 e 16.
[9] Ernest Hello, Physionomies de saints, Paris, 1919, pág. 26.
[10] Tratado sobre a compunção, 1, 9.
[11] Homilias sobre o Gênesis, 43, 1.
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