Como a arte católica salvou a fé.

A Quadrante editou há alguns anos o belo livro Jornadas espirituais (1998), na qual vários autores, intelectuais e artistas, relatam sua conversão à fé pela chamada via pulchritudinis: o caminho da beleza.

Mais recentemente, editou livro com este exato nome: A Deus pela beleza (2022), de Eduardo Camino.

Régine Pernoud salientou em sua obra Luz da Idade Média, também editada pela Quadrante, que durante todo o período medieval a arte não se separou de suas origens. “Ela [a arte] exprime o Sagrado. E esta ligação entre a arte e o sagrado provém das próprias fibras do Homem em todas as civilizações”, resume a mesma autora noutro livro. Felizmente, as facilidades que hoje temos de deslocamento e de reprodução nos permitem
reencontrar essa visão. Em contrapartida, a ausência do sagrado se faz acompanhar — como parece inevitável — de uma notável impotência artística. É o que hoje tantas vezes constatamos. Como transcender esse impasse? E que papel pode ter a mesma arte para sua própria redescoberta?

Nesse contexto, a Quadrante virá nos brindar, em breve, com a versão em português do livro Como a arte católica salvou a fé: O triunfo da Beleza e da Verdade na arte da Contrarreforma, de Elizabeth Lev. A obra, amplamente documentada, expõe, com belíssimas ilustrações e exemplos, os vínculos profundos entre a arte, a beleza e a fé.

Como escreveu Romano Guardini, toda autêntica obra de arte é, em certo sentido, religiosa. E a perspectiva histórica nos alenta a considerar que um dos melhores testemunhos em favor da fé, também nos dias de hoje, é a beleza que a fé produziu.

Terei o privilégio de prefaciar essa obra, que descortina o poder transformador e redentor da grande arte. As razões que hoje afastam o homem da fé são as mesmas que podem conduzi-lo a um possível retorno. E isso
nos enche de esperança e de entusiasmo.

Como a arte católica salvou a fé narra a trajetória desse extraordinário movimento
artístico, que atuou como uma verdadeira tropa de elite das artes visuais. Ao longo dos anos, essa corrente incluiu, naturalmente, Michelangelo e, entre outros grandes mestres, o ousado Caravaggio, o elegante Guido Reni, o preciso Annibale Carracci, o vibrante Barocci, o teatral Bernini e a intensa Artemisia Gentileschi. Cada um deles teve um papel fundamental nesse magnífico projeto que atravessou gerações: a defesa dos ensinamentos da Igreja Católica por meio da beleza.

 

Entrevista com Professora Maria Nazaré Lins Barbosa.

Professora Maria Nazaré Lins Barbosa é graduada em Direito pela USP, e Doutora em Administração Pública e Governo pela FGV.Atua hoje como Professora de Leituras Filosóficas, Filosofia Política e Estética Filosófica na Academia Atlântico.

 

 

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