A parábola dos talentos | Evangelho do dia | 02 de setembro

Tempo de leitura: 3 minutos

Caros amigos,

Neste mês de setembro comemoramos o mês da Bíblia. Além de descontos e ofertas exclusivas em nossa loja virtual, também ofereceremos nesse período a leitura e um comentário do Evangelho da Santa Missa do dia corrente retirada da Sagrada Bíblia comentada pelos professores de Teologia da Universidade de Navarra (disponível aqui).

Esperamos que gostem.

 

21ª Semana do Tempo Comum – Sábado

Parábola dos talentos (Mt 25, 14-30 )

1Com efeito, é como um homem que ao empreender uma viagem chamou os servos e lhes entregou os próprios bens. 15A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, a cada qual segundo a sua capacidade, e partiu. 16O que recebera cinco talentos foi logo negociar com eles e lucrou outros cinco. 17Do mesmo modo, o que recebera dois lucrou, também ele, outros dois. 18Mas o que recebera um só, foi abrir uma cova na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. 19Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e chamou-os a contas. 20O que recebera cinco talentos chegou, apresentou outros cinco talentos e disse: «Senhor, cinco talentos me entregaste, aqui estão outros cinco que eu ganhei». 21Respondeu-lhe o senhor: «Muito bem! Servo bom e fiel! Foste fiel em coisas de pouca monta, dar-te-ei a superintendência de coisas grandes. Entra no gozo do seu Senhor.» 22Chegou também o que recebera dois talentos e disse: «Senhor dois talentos me entregaste, aqui estão outros dois que eu ganhei.» 23Disse-lhe o senhor: «Muito bem! Servo bom e fiel! Foste fiel em coisas de pouca monta, dar-te-ei a superintendência de coisas grandes. Entra no gozo do teu Senhor.» 24Chegou também o que tinha recebido um só talento e disse: «Senhor, eu sabia que és homem duro, que ceifas onde não semeaste, e recolhes donde não espalhastes. 25Com medo fui esconder o teu talento na terra. Aqui tens o que é teu». 26Respondeu-lhe o senhor: «Servo mau e preguiçoso! Sabias que eu ceifo onde não semeei e recolho donde não espalhei? 27Por isso mesmo devias dar o meu dinheiro aos banqueiros e eu, quando voltasse, receberia o que era meu com os juros. 28Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez talentos. 29Porque a todo aquele que tem, dar-se-lhe-á e terá em abundância; ao que não tem, ainda o que tem lhe será tirado. 30Quanto a esse servo inútil, lançai-o nas trevas exteriores. Aí haverá choro e ranger de dentes».

 

14-30. O talento não era propriamente uma moeda, mas uma unidade contável, que equivalia aproximadamente a uns cinquenta quilos de prata. Nesta parábola o Senhor ensina-nos principalmente a necessidade de corresponder à graça de uma maneira esforçada, exigente e constante durante toda a vida. Importa fazer render todos os dons de natureza e de graça recebidos do Senhor. O importante não é o número, mas a generosidade para os fazer frutificar. A vocação cristã não se pode esconder, nem esterilizar, deve ser comunicativa, apostólica, entregada. «Não percas a tua eficácia, aniquila, pelo contrário o teu egoísmo. A tua vida para ti? A tua vida para Deus, para o bem de todos os homens, por amor ao Senhor. Desenterra esse talento! Torna-o produtivo» (Amigos de Deus, n. 47).

A um fiel cristão corrente não pode passar-lhe despercebido o facto de que Jesus tenha querido explicar a doutrina da correspondência à graça servindo-se como figura do trabalho profissional dos homens. Não é isto recordar-nos que a vocação cristã se dá no meio das ocupações ordinárias da vida? «Há uma única vida, feita de carne e espírito, e essa é que tem de ser – na alma e no corpo – santa e cheia de Deus, deste Deus invisível, que nós encontramos nas coisas mais visíveis e materiais. Não há outro caminho, meus filhos: ou sabemos encontrar o Senhor na nossa vida corrente, ou nunca O encontraremos» (Entrevistas com Mons. Escrivá, n. 114).

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